Recém Nascido
outubro 16, 2009

O telefone vibra em meu bolso, mas não vai dar para atendê-lo. Vou acabar acordando-o. Poderia passar horas olhando para esse pedaço de gente tão simplório em meus braços, com sua respiração rápida e ao mesmo tempo tranqüila, o que também me tranqüiliza. Queria poder parar todas essas pessoas que circulam na minha frente, só para dizer o quanto meu filho é belo, sadio, que ele é um orgulho para mim, mesmo que isso já esteja tão visível.
Eu o amo, sinto isso nesse momento. Como direi isso a ele? Ele não irá me entender, é tão novo. Acredito que mesmo com alguns anos adiante ainda não entederá completamente a essência desse meu amor. Será que ao menos alguém compreende esse amor tão desesperado por atenção?
O que resta é contentar-me com o amor expresso nas atitudes futuras. Me esforçarei em demonstrar esse sentimento e ele devolverá a mim me chamando de Mãe.
Escrito por Lorenna Martins (c)