Viver e errar.
fevereiro 14, 2011

As vezes, nós somos normais demais, fazemos as coisas certas demais, nos cobramos demais e esquecemos de viver a vida sem preocupação. Como aqueles que vivem a vida da forma errada, ao meu ver.
Quem acha o equilíbrio disso tudo é feliz.
Eu sei que não faria essas coisas no passado. Minha criação foi muito diferente daqueles que são despreocupados e inconsequentes. Mas eu tenho medo de NUNCA fazer alguns erros. Erros bons, se é que existe isso.
Erros que me fortalecem.
Não importa o que eu queira fazer,
se eu tenho essa consciência que posso mudar, deixar de lado meu passado
faço qualquer coisa.
Limites.
janeiro 18, 2011

Chega um dia em que você deixa de se divertir em quebrar as regras impostas, não porque passa a segui-las, e sim porque não existe mais regras, mais limites. Apartir de um certo momento você é quem propõe limites para si mesmo.
E esperar que alguém quebre-os para voltar as ser quem você era.
Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
setembro 29, 2010

Instantes .
setembro 28, 2010

“Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer
mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo do que tenho sido, na verdade, bem poucas coisas levaria a
sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da
sua vida; claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não perca o
agora. Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem ter um termômetro, uma
bolsa de água quente, um guardachuva e um paraquedas; se voltasse a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria até o final
do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria
com mais crianças.
Se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo…
Não espere chegar seus últimos dias, mesmo porque não se sabe quando será
isso.”
(Poema de Luiz Borges)
Solidão vista de Chico Buarque .
setembro 23, 2010

~
“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…
isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos…
isto é equilíbrio.
Tampouco é a pausa involuntária que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida…
isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…
isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto…
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão, pela nossa Alma! “
(Chico Buarque de Holanda)
Correr riscos.
abril 18, 2010

” Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre! “
Autor Desconhecido
medo .
abril 16, 2010
Ele faz bem e mal. É necessário e desnecessário.
Quando menos paramos para analisar, agimos corajosamente. Quando tentamos esquecê-lo eles nos afronta. Hoje acredito que já passei por tanta coisa e decidi enfrentar tantos acontecimentos que o futuro me parece tão mais próximo de mim que antes. Mesmo com algumas barreiras a se superar.
A verdade é que teremos sempre medo. Não importa sobre o quê, a diferença é quando consegue superá-lo, ele terá uma função mais importante: Nos colocará para frente.
Hoje meu dia começou feliz.
março 14, 2010
Para começar, Brasília amanhece com um clima que eu aprecio tanto: sol e frio. É tão bom caminhar pelas ruas sentindo o vento fresco e as cigarras num coro único. Dá até um leve desânimo quando lembro que esse fescor durará pouco. Logo morrerei de calor e mais a noite me enterrarei de frio.
Depois de caminhar, fico aguardando em uma parada por um ônibus. Uma senhora me cumprimenta e eu a respondo. Ao entrar no ônibus recebo outro caloroso “Bom dia” do motorista e um sorriso da cobradora.
Ao descer, puxo aquela cordinha do sinal e quando olho para a fora, me dou conta que meu ponto tinha passado (que, por acaso fica um pouco longe da minha faculdade). Pensei: “Estranho mas ok, desço na próxima”. Porém, o motorista tinha passado do meu ponto propositalmente para deixar-me em frente da faculdade.
Pena que pouco agradeci por isso, mas espero que tenha seguido feliz o dia.
Tem como seu dia não iluminar?
Ah! e sim, meu dia terminará feliz.
Recém Nascido
outubro 16, 2009

O telefone vibra em meu bolso, mas não vai dar para atendê-lo. Vou acabar acordando-o. Poderia passar horas olhando para esse pedaço de gente tão simplório em meus braços, com sua respiração rápida e ao mesmo tempo tranqüila, o que também me tranqüiliza. Queria poder parar todas essas pessoas que circulam na minha frente, só para dizer o quanto meu filho é belo, sadio, que ele é um orgulho para mim, mesmo que isso já esteja tão visível.
Eu o amo, sinto isso nesse momento. Como direi isso a ele? Ele não irá me entender, é tão novo. Acredito que mesmo com alguns anos adiante ainda não entederá completamente a essência desse meu amor. Será que ao menos alguém compreende esse amor tão desesperado por atenção?
O que resta é contentar-me com o amor expresso nas atitudes futuras. Me esforçarei em demonstrar esse sentimento e ele devolverá a mim me chamando de Mãe.
Escrito por Lorenna Martins (c)
Apres. Título: Vínculo
dezembro 18, 2008
Ela olhou bem para aquela minúscula fada de vidro. Existia centenas com detalhes parecidos ao lado daquele enfeite, mas ela não tirava os olhos da menor. Mais delicada, sutil e assutadoramente profunda. O que ela relutava com o punho rasgando o peito em descrever naquele momento, além de um contínuo Deja Vú era a sensação de que aquilo não estava sendo apenas apreciado por ela.
Escrito por: Lorenna Martins ©